Saiba Mais sobre a Migração em Moçambique

Moçambique tem uma rica história de emigração, sobretudo para as minas de ouro na África do Sul, no início do século XX, e para a República Democrática Alemã, nos meados do mesmo século. Nos últimos anos, e fruto de uma maior abertura de fronteiras no mundo, os destinos têm-se diversificado.

Estima-se que cerca de 5 milhões de moçambicanos residam na diáspora (MINEC, 2019). Destes, os órgãos eleitorais conseguiram localizar e registar cerca de 120 mil com capacidade eleitoral activa, no último censo eleitoral (STAE, 2019). O censo eleitoral capta cidadãos com situação de sua documentação regularizada. De acordo com fontes do MINEC mais de 950 mil moçambicanos fizeram inscrição consular nas Missões Diplomáticas.

Em termos de distribuição por países, a África do Sul lidera com cerca de 200 mil moçambicanos, seguida da Tanzânia (cerca de 50 mil), Malawi (20 mil), Swazilândia (nove mil), Zimbabwe (nove mil), Zâmbia (cinco mil), Quénia (três mil), Portugal (três mil), Alemanha. (dois mil). Os outros estão espalhados pelos restantes países do mundo, estimando o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação que haja comunidades de pelo menos cem moçambicanos em 50 países de quatro continentes.

De acordo com dados do Banco de Moçambique, em 2019 as remessas de rendimentos dos trabalhadores moçambicanos na diáspora, incluindo os mineiros moçambicanos na África do Sul, ascenderam a 157,9 milhões de dólares. Em 2018, tinham sido 131,2 milhões de dólares.

Segundo os dados da TEBA (Agência de recrutamento da mão-de-obra para a indústria mineira sul-africana) de Janeiro a Agosto de 2019, os mineiros enviaram remessas de mais de 700 milhões de rands para Moçambique. Em 2020 devido à pandemia, as remessas reduziram para 570 milhões de rands no mesmo período de análise, um decréscimo de aproximadamente 20%.

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