Diáspora como catalisador do desenvolvimento sustentável

No início do século XXI, a migração tornou-se um dos temas mundiais de primeiro plano, passando a ocupar um lugar de topo na agenda política a nível nacional, regional e internacional. Os países têm sido afectados pela migração quer nos países de origem e de destino. No actual mundo globalizado, as forças motrizes da migração são motivadas por factores de índole económica, política, social e outras.

O impacto das migrações na economia depende de factores de origem interna e externa. Um dos impactos que advém das migrações são as remessas enviadas pelos migrantes.

Segundo OIT (2004), as remessas são fundamentais para os vários países de emigração sendo a 2ª fonte de financiamento dos países em desenvolvimento, atrás do Investimento Directo Estrangeiro (IDE).

As remessas desempenham um papel fundamental em termos de análise macroeconómica e microeconómica. Os efeitos macroeconómicos traduzem-se na entrada de divisas no país, aumentando o rendimento nacional e melhorando a situação da Balança de Pagamentos. Quanto aos efeitos microeconómicos pelo facto de se dirigirem directamente às populações, podem ser mais eficazes na resolução de problemas do agregado familiar ou comunidade local em questão.

Outro contributo que se pode potencializar da diáspora é o capital humano, através da transferência de conhecimentos e experiências. Este contributo pode ser maximizado através do regresso permanente ou temporário dos migrantes, trazendo consigo o capital humano (conhecimentos), capital financeiro (poupanças) e o capital social (contactos internacionais importantes), e mesmo que permaneçam no exterior, a transferência pode ocorrer através dos diferentes meios de comunicação digital.

A crescente importância que as contribuições dos migrantes têm e podem ter para o desenvolvimento quer dos países de origem, quer dos de destino, como referenciamos anteriormente, estimulou a definição de temas relacionados à migração e ao desenvolvimento

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